O Guerreiro Maduro vs o Guerreiro Imaturo: A Verdadeira Batalha Acontece Dentro de Ti
Todos nós conhecemos alguém que vive constantemente em guerra. Discute por tudo, sente necessidade de provar que tem razão, reage por impulso e interpreta qualquer crítica como um ataque.
Mas também conhecemos pessoas que enfrentam dificuldades enormes sem perder a calma, protegem quem amam sem recorrer à violência e mantêm-se firmes sem necessidade de dominar os outros.
A diferença entre estas duas pessoas não está na força.
Está na maturidade do seu guerreiro interior.
Na psicologia dos arquétipos inspirada em Jung e desenvolvida por Robert Moore e Douglas Gillette, o Guerreiro representa a energia da coragem, da disciplina, da ação e da capacidade de lutar pelo que realmente importa. Porém, essa energia pode manifestar-se de forma madura ou permanecer presa às suas sombras.
O guerreiro imaturo acredita que vencer significa derrotar alguém.
Discute para ter razão.
Confunde autoridade com controlo.
Reage antes de pensar.
Vive em competição constante.
Tem dificuldade em admitir erros porque sente que isso diminui o seu valor.
Por trás dessa postura existe quase sempre medo: medo de falhar, de não ser suficiente ou de perder o controlo.
O guerreiro maduro, pelo contrário, compreende que a maior batalha não é contra os outros.
É contra os próprios impulsos.
Sabe que disciplina vale mais do que agressividade.
Tem coragem para dizer "não" quando é necessário, mas também para pedir desculpa quando falha.
Protege sem dominar.
Age sem humilhar.
Mantém-se firme sem precisar de provar constantemente quem é.
A sua força nasce da serenidade e não da necessidade de vencer.
Curiosamente, este arquétipo não pertence apenas aos homens.
Existe em todas as pessoas.
Todos precisamos dessa energia quando defendemos um filho, iniciamos um projeto difícil, enfrentamos uma doença, colocamos limites numa relação tóxica ou simplesmente escolhemos ser fiéis aos nossos valores.
A maturidade não elimina a força.
Transforma-a.
Talvez por isso muitas das guerras que travamos diariamente não aconteçam no exterior.
Acontecem dentro de nós.
Cada vez que escolhemos responder em vez de reagir.
Cada vez que preferimos construir em vez de destruir.
Cada vez que trocamos o ego pela consciência.
Na Arquitetura Humana, acredito que o verdadeiro guerreiro não é aquele que conquista mais pessoas.
É aquele que conquista a si próprio.
Porque uma pessoa que aprendeu a governar as próprias emoções já venceu a batalha mais difícil de todas.
E tu?
Quando enfrentas um conflito, qual dos dois guerreiros costuma assumir o comando da tua vida?
Um Mega Ate Ja
Silvia Palma

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