DÓI, MAS HÁ COISAS QUE PRECISAS DE SABER SOBRE A VIDA
Nem sempre estudar chega.
Nem sempre trabalhar muito chega.
Nem sempre fazer tudo certo chega.
Às vezes fazemos tudo como achamos que devemos fazer e, mesmo assim, nada acontece como queríamos.
E dói.
Porque queremos resultados.
Queremos respostas.
Queremos perceber por que razão aquilo que tanto desejámos ainda não chegou.
E é aqui que a espiritualidade nos pode ensinar uma coisa difícil, porque parece que nada acontece no nosso tempo.
Clica Aqui para perceberes porque e que nem tudo acontece no nosso tempo.
Há momentos em que parece que o Universo se esqueceu de nós.
Pedimos.
Tentamos.
Esperamos.
Mudamos.
Voltamos a tentar.
E nada.
Ou, pelo menos, nada daquilo que conseguimos ver.
Mas talvez nem sempre estejamos a perceber o que está a acontecer por baixo daquilo que vemos.
Há caminhos que precisam de tempo.
Há coisas que precisam de amadurecer.
Há versões nossas que ainda precisam de crescer antes de conseguirmos sustentar aquilo que tanto desejamos.
E há momentos em que a vida nos põe uma verdadeira coroa de espinhos pelo caminho.
Cada decisão pode doer.
Escolher ficar dói.
Escolher partir dói.
Começar de novo dói.
Deixar alguém dói.
Dizer não dói.
Escolher-nos a nós próprios também pode doer.
E quando fazemos uma escolha e nada corre como imaginávamos, é muito fácil pensar:
“Se calhar escolhi mal.”
Clica Aqui para perceberes porque é que Não Escolheste Mal.
Mas nem sempre.
Às vezes escolheste o melhor que conseguias com a consciência que tinhas naquele momento.
E precisas de tempo para perceber para onde essa escolha te está a levar.
É aí que muitas pessoas desistem.
Porque confundem demora com negação.
Acham que, porque não aconteceu à primeira, não era para acontecer.
Que, porque apareceu uma dificuldade, estavam no caminho errado.
Que, porque a vida não abriu imediatamente a porta, o Universo lhes disse que não.
Talvez não.
Talvez simplesmente ainda não fosse a hora.
Mas atenção: acreditar no tempo do Universo não significa ficar sentado à espera que tudo aconteça.
Também tens de caminhar.
Mesmo quando tens medo.
Mesmo quando não sabes onde vais chegar.
Mesmo quando o caminho não é bonito.
Mesmo quando tens de atravessar alguns espinhos pelo caminho.
A espiritualidade não nos promete uma vida sem dor.
Pode, isso sim, ajudar-nos a encontrar sentido no meio da dor.
E talvez seja essa uma das maiores diferenças.
Não é pensar:
"Tudo acontece por uma razão, por isso não vou fazer nada."
É conseguir dizer:
“Não percebo ainda o sentido disto. Mas vou continuar a fazer a minha parte.”
Porque há coisas que dependem de nós.
E há coisas que não.
Nós podemos plantar.
Podemos cuidar.
Podemos insistir.
Podemos mudar.
Podemos aprender.
Mas não podemos obrigar uma semente a florescer amanhã.
Há um tempo para plantar.
Um tempo para esperar.
Um tempo para agir.
E um tempo para colher.
E talvez o nosso maior desafio seja continuar a acreditar sem perder os pés no chão.
Continuar a caminhar sem saber exatamente quando chegaremos.
Continuar a fazer a nossa parte sem exigir que a vida nos pague imediatamente aquilo que fizemos.
Porque o merecimento também é uma armadilha quando pensamos:
“Eu mereço isto, portanto tem de acontecer agora.”
A vida não funciona como uma conta corrente.
Não é porque foste boa que nunca vais sofrer.
Não é porque trabalhaste muito que vais receber imediatamente.
Não é porque desejaste muito que o Universo tem de entregar amanhã.
E isso não significa que não mereças.
Significa apenas que tempo, aprendizagem, preparação e resultado nem sempre acontecem ao mesmo ritmo.
Por isso, se hoje estás a atravessar uma fase em que nada parece estar a acontecer como querias...
respira.
Não tomes uma decisão definitiva apenas porque estás cansada de esperar.
Olha para o caminho.
Vê o que aprendeste.
Vê aquilo que já não és.
Vê aquilo que já conseguiste atravessar.
E depois pergunta:
“Qual é o próximo passo que ainda depende de mim?”
Não precisas de conhecer o caminho inteiro.
Só precisas de continuar a caminhar.
Porque talvez a vida não esteja a dizer-te “não”.
Talvez esteja simplesmente a dizer:
“Ainda não.”
E há uma diferença enorme entre as duas coisas. 🌙
Silvia Palma
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